IdentidadesImportadasCompactadasDemarcadas.Zip

Exposição Individual em Galeria 18

Identidades demarcadas sãoaquelas que foram negadas a amplificação, dilatação, expansão, indeterminação,extensão. Demarcado é aquilo que foi limitado, tracejado, restringido, designado, apontado,assinalado. Assim como um produto importado, nossa identidade foi sempre trazida pelo outro, pelo exterior, um movimento de fora para dentro que culmina em identidades construídas visceralmente por estereótipos internalizados ou impostos.
 

Compactado como aquilo que foi esmagado, comprimido, resumido quando os outros apontam o dedo e nomeiam, resumindo diversas identidades em uma, presumindo que sabem o que somos, o que fazemos, o que gostamos, com quem andamos, etc. Identidades leste-asiátiques e não branques em um geral, são aquelas que, na visão de outres, podem ser ou estar somente em lugares que já foram designadas a tal. São aquelas que, perante milhares e milhões de indivíduos são condensadas à uma ou outra identidade e perante esses lugares mínimos que as foram concedidas, vive-se o mito de ser quem não é. 

Performance

Sem Título

3 performers, fita crepe e projeção

A Performance tem duração em média de 45 minutos se inicia com a artista coberta de Fita Crepe pelo corpo todo, menos os olhos e o cabelo. Dois performers estão vestindo segundas peles com as estampas do projeto. Elos irão retirar a fita crepe do corpo da artista e entregar ao público até que não haja mais.


Nessa performance a artista conta um percorrer de uma jornada de descoberta como corpo racializado comuns à ela e outras pessoas amarelas. Representando isso através da retirada de fita crepe branca do seu corpo. A fita adesiva é um material recorrente ao yellowface, uma prática racista quando pessoas não amarelas se “fantasiam” de pessoas amarelas e, nessa prática, muitas pessoas brancas, para terem o olhar mais parecido a tal fenótipo utilizam esse material para puxar os olhos. Porém, nessa performance, o uso do material desse contexto racista é subvertido para o contexto antirracista. 

Whatsapp Online 1

Instalação interativa, notebook e headphones

O Whatsapp é um software de troca de mensagens que pode servir como uma forma poderosa de arquivamento e distribuição de conteúdo. Nessa obra, a artista tenta disseminar um pouco da sua pesquisa e processo para o público imergir não apenas na instalação e no seu ponto de vista exclusivo perante o ativismo, mas também trazer a tona materiais de outres(as ditas referências) muitas vezes não considerados em um ambiente acadêmico.

 

Para isso, compartilha trechos de textos(com link), artigos, tweets, fotos, prints, vídeos, áudios, ilustrações, clipes, memes etc. Demarcando a potencialidade do discurso através das mais diversas formas e meio de comunicação. Nessa obra interativa, suas referências são trazidas à tona, e para serem prolongadas, é possível que o público possa responder uma mensagem específica com o seu número de celular, para a artista mandar o conteúdo que eles querem diretamente.

Whatsapp Online 2

Instalação com 11 adesivos  com tecnologia AR (Realidade Aumentada) espalhados pelo chão 

Trocas de áudios sobre identidades asiatiques brasileires se dão a partir de Onze Adesivos circulares de 25x25cm, cada um com uma estampa diferente. Sendo as estampas: Intermúndio, Não lugar, Invisível, Diáspora, Neutro Parcial, Uniformizar, Cosplay de mim mesma, Desterritório, Suposta Cultura, E.T e Fenótipo. 


Essa obra estabelece um diálogo em áudio como uma conversa no Whatsapp, na qual 11 pessoas distintas descorrem suas experiências e vivências sobre sua estampa respectiva. Dividindo e trocando assuntos muitas vezes enclausurados e invisibilizados.

Cosplay de mim mesme

Instalação Imersiva com VR

Essa obra é uma vídeo-performance em 360 graus de uma conversa da artista com ela mesma dentro de um quarto virtual. O público assiste ao vídeo em VR, deitados no mesmo colchão que está presente no quarto virtual. Haverá ao lado, um púlpito com Fotos de infância da artista, Um brinquedo da “Mulan” e um caderno vermelho com alguns rascunhos do projeto.


No vídeo, ao passo que a artista conversa com ela mesma sobre o tema, ela irá se vestir diversas vezes, e em todas as vezes o item tradicional de vestimenta chinesa "Qipao" ou "Cheongsam" se fará presente, usado de diversas maneiras.
Cosplay é uma prática nascida no Japão em que pessoas se fantasiam de personagens de animação, mas é também uma denominação usada para estereotipar e marcar pessoas amarelas, não importa de qual país ela seja. “Cosplay de mim mesma” evidência a inconformação ao que se é usualmente denominado, pois se cosplay é um modo de se fantasiar, então essa fantasia que a impõe é nada mais, nada menos do que seu verdadeiro eu.